Os dias passam, passam as horas

Tocando temas com um piano desafinado mais ou menos errado, mais ou menos parado, sem sentido, um pouco ignorado.
Gritos ecoam, selam memórias, marcam, Deus ainda chora, sempre rimos e o mundo esquece. O tempo da última prece e ninguém aquece, ninguém acontece. Você sente na pele, os dias estão frios, as noites estão quentes. Caminham num labirinto de vento vestindo pouco a pouco o esquecimento.
Somos o que fazemos para mudar o que fomos, mas se nada somos, virão apenas velhos outonos.

Velhos Outonos - Rosa de Saron